Não estarei cá sem que eu
perceba a latitude do amor
e a longitude da
paixão...
começo a recear a
altitude do desejo
contra as montanhas com
flores de sorriso encarnado
quando perfumes de
gotículas de poemas rompem a madrugada
e
e alicerçam-se nos
tentáculos das melodias como palavras embainhadas por mim
e em ti
de ti
os outros sonhos das
coisas quadradas fingindo-se de círculos apaixonados pelo silêncio
e de mim
sempre a embriaguez dos
olhos na penumbra dos cortinados de vento,
Vou agora partir
sem sentir as outras
navegantes liberdades ao amor dos peixes
dentro do meu aquário de
aço
e tubos de refrigeração
até encontrar os corações que escondem o mar
vou sem sentir do meu
aquário
imaginando pratos de
porcelana pintados com papel de incenso,
Vou e não vou e talvez um
dia...
regressar para os braços
das árvores com pássaros pernaltas
cabeças cansadas de viver
no mundo dos luares
oh... nocturnas mãos de
sexos internacionais como os livros em edição de autor
empilhados sobre a mesa
dos guindastes enferrujados...
Fumo-te engasgando-me nas
persianas de plástico
quando das ruas emergem
as sentinelas de pano
usam lenços amarelos no
fino pescoço doirado
que o ourives das coxas
loiras
deixou escorregar no
jardim das clarabóias.
Sem comentários:
Enviar um comentário