outrora fui um pássaro,
que brincava na ausência e amêndoa,
às vezes, sobre a mesa, a
demente cadeira, a arminda quase cega, quase estrela, como a minha mãe
nos suspiros, e
e que dos poucos, e aos
poucos, parecia o vento a despedir-se da chuva, e a chuva lhe sorria, na
perfeição, a cada pedacinho de sono deixado sobre a mesinha-de-cabeceira.
a chuva era o timbre
dinâmico em diamante, que serrava a sombra em duas metades, entre uma vírgula
uva, e uma maçã ponto de interrogação, e seria capaz de mergulhar em suas mãos,
eu, o seu filho,
as palavras que lhe
escrevi no olhar, que apenas me sentia pelo cheiro, porque a fêmea, mesmo cega
e louca, sabe sempre quem é a sua cria,
queria, eu queria, eu
serei sempre a sua cria.
outrora fui um pássaro,
que brincava na ausência e amêndoa,
às vezes, sobre a mesa, a
demente cadeira, a arminda quase cega, quase estrela, como a minha mãe
a despedir-se de mim.
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