caminhas sobre a areia
molhada do meu peito, como se eu fosse a água sob os teus pés, dançando na
perfeição da luz.
mas eu sou um rochedo
enigmático, rijo por fora,
oco, por dentro.
os teus pés parecem uma
vírgula em delírio na busca de um rio com sabor a desejo, que corre e que desce
a montanha,
e que procura o mar,
e,
e que não me quer
encontrar.
caminhas sobre o mar, e
danças como uma gaivota, à volta, na volta
dos meus braços.
e amar-te é o teu
caminhar,
nos lábios do mar.
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