profunda a imagem
projectada na parede no vidro quase escuro como a luz do sol
em lágrimas
as mãos golpeadas e
escancaradas perante o cortinado pincelado de desgosto
quase preso nas mãos o
guindaste de uma abelha porque às vezes é preciso chorar no nu só quarto só
entre as imagens
projectas nas sandálias quando do paquete
uma criança acenava às
palmeiras que o orvalho sobre o telhado
aqui semeava
sempre que a primavera
era a alvorada de uma corneta sempre aos pulos
na algibeira do magala
perneta
ó ânfora jangada na
cânfora manhã acordada mas a madrugada é uma espada malvada e salivada que na
mulher dá pancada
que a loucura é uma
vírgula na vagina de uma pedra novamente desejada
sempre amada
sempre apedrejada
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