arcádia porque sim o é
até que o sol escureça o silêncio de uma pedra
mais cansada do que o
sono antes o era perspicaz e hoje só um pequeno orifício na janela
ávido na distância quando
se senta e que nunca está sentado
que brinca com charruas
de prata e que depois de se sentar
que nunca e que nunca
está sentado
corre como um desalmado
em procura de não procurar
outro mar e outra noite
sem nódoas de sangue na pele da alvorada
e o fítico parece uma
guitarra
e uma espada canta
canções de embalar
no peito sonolento do
poeta em transe
que caminha sobre a água
pura que brota em teus seios
e que depois da lareia em
chamas é o morrer
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