onde estais
que já nem sei se
estiveram tão só o miúdo graúdo dentro de um saco plástico e que aos poucos é
crucificado por uma artéria louca e em contramão
uma árvore é bisma
abismal na língua de um gato em fúria
no café da lua cheia
sempre escuro e vidrada cada palavra que é lançada à torradeira
o café esfria e sente
porque sei que ele sente os gemidos das ondas electromagnéticas e frenéticas
como a asma depois de uma tempestade
vivia eu sentado de
cabeça para baixo do alto penhasco e bastava um abraço para que todas aquelas
pedras desaparecessem da montanha
mas o rio é um mito
mitológico capaz de se erguer sempre que um barco chorava junto ao cais
e eu olhava-o sem chorar
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