16 setembro 2025

a chuva de uma andorinha

 

a selva aprece, e parece, dormir sob a chuva de uma andorinha

cada árvore tem um sorriso de lua, e em cada lua, há uma janela, uma janela sem cortinado, triste e nua

a selva aparece, e parece, o mendigo incompreendido, fugido

em busca de uma lareira, apenas não para se aquecer,

mas procura-a, apenas para dormir.

a selva aparece, e parece, um poema tão feio como feia é a solidão de um pássaro, como feio é o destino de um menino, como feio é o andor de nossa senhora, quando não tem flores…

como feia é a chuva, e tão feio o é

o velhinho de boné.

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