a selva aprece, e parece,
dormir sob a chuva de uma andorinha
cada árvore tem um
sorriso de lua, e em cada lua, há uma janela, uma janela sem cortinado, triste
e nua
a selva aparece, e
parece, o mendigo incompreendido, fugido
em busca de uma lareira,
apenas não para se aquecer,
mas procura-a, apenas
para dormir.
a selva aparece, e
parece, um poema tão feio como feia é a solidão de um pássaro, como feio é o
destino de um menino, como feio é o andor de nossa senhora, quando não tem
flores…
como feia é a chuva, e
tão feio o é
o velhinho de boné.
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