O delírio, de quando a
espada do silêncio se crava no silêncio, da tua voz ausentada, a milhares de
pássaros em pertinência caducidade, no abraço e no espaço, o vácuo invisível de
um olhar, que te pertence, e que aparece, e desaparece, a cada triste luar
A voz ensurdecedora da
tua voz quase espuma, milhafre envenenado no cume da montanha, quase lá, o
estou e o pertenço
O fio de nylon que apenas
o sorriso sabe decifrar, depois de uma lágrima, semeada na alvorada
O viver, estando quase
preso a esta espada, que se crava, e que se alimenta do meu sofrimento. Depois são
as vírgulas da vida, depois são os destinos comestíveis de uma flor, que é
quase luz, e que pertence aos lábios de uma abelha
E que depois é dor,
sabendo ela que os mares desbotados da minha mão, o são
E o é, amor
Sabendo ela, que cada porta
arrombada, outra porta emerge como um falcão de sombra em recta linha pelo
espaço deserto de uma colmeia, e que semeia a charrua quase orgia, quase
miniatura, da espada, que se crava
No meu peito,
E será isto, o viver?
(17/09/2025, 2:51)
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