Cada vírgula que semeio
no teu corpo, cada flor desenhada, e cada palavra
Cada silêncio amordaçado,
dentro do silêncio prometido, cada humilhação sentida, e depois o vento
Que vem despido, quase
encanto, quase perdido
Depois vem a chuva,
depois, cada vírgula que semeio no teu corpo, é a aurora boreal do desejo,
entrar dentro de ti, sermos apenas um, indivisível degredo, já
Sem medo
Cada rio que banha os
teus seios, cada beijo, e cada sorriso dentro do olhar
Cada poema sofrido, cada
sílaba em maré
Da maré em te amar…
Ó maresia do meu sonhar!
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