18 agosto 2025

Maresia do meu sonhar

Cada vírgula que semeio no teu corpo, cada flor desenhada, e cada palavra

Cada silêncio amordaçado, dentro do silêncio prometido, cada humilhação sentida, e depois o vento

Que vem despido, quase encanto, quase perdido

 

Depois vem a chuva, depois, cada vírgula que semeio no teu corpo, é a aurora boreal do desejo, entrar dentro de ti, sermos apenas um, indivisível degredo, já

Sem medo

 

Cada rio que banha os teus seios, cada beijo, e cada sorriso dentro do olhar

Cada poema sofrido, cada sílaba em maré

Da maré em te amar…

 

Ó maresia do meu sonhar!


Sem comentários:

Enviar um comentário