Se a minha mão fosse uma
espada, eu a cravava no peito
Se a minha caneta fosse
uma espingarda, eu disparava a palavra
Contra o muro do medo
Se eu tivesse força, eu
derrubava o muro do medo
E construía a pirâmide do
silêncio, nas areias finas poisadas sobre a mesa,
Se eu fosse uma mão e uma
espada e uma lança
Que lança contra o vento,
a espingarda de outro vento
E sorri quando olha o
luar, quase sangue, quase
Se eu fosse a noite, eu
me mataria, e queria
Ser outro dia, ser
Poesia, ser.
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