29 agosto 2025

de o nada

 

um pedaço, de o nada, dentro da mão

na mão fechada

a caneta ausente, o dedo, dormente

quase geada, tão quase, como o quase nada

 

que mente, a um pedaço, de o nada, dentro da mão

na mão assassinada

era só, só um pedaço de mão, e na mão de o nada

ou mão que procura a enxada

 

que o nada, não a quer

na outra mão fechada

era só um pedaço, um pedaço, de o nada

mas um pedaço dentro da mão

na mão fechada

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