a boca serpenteada, em
pequenas lâminas de vidro, no espelho, a chuva vindoura na alegria de uma
lágrima
a boca é espuma, arde no
sulfúrico silêncio de um gato preto, mudo, surdo
só
a manhã a erguer-se, a
voar no sorriso de um luar, os barcos já partiram, e as nuvens são alfaces
desperdiçadas num qualquer prato, em lata
as casas, os olhares, em
lata
que traz o aço enganchado
que a boca cospe
a boca.
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