o esperma em migalhas sobre a mesa, um tesão de insónia irrompe pela vagina do silêncio, gemes. cada toque é um som melódico que dispara o sono contra a lareira dos sentidos.
o prazer, desenha lágrimas no teu rosto inventado numa
porção de mar, sussurro-te ao ouvido, amo-te. a noite, abraça-nos
a noite come-nos com a sua boca de prazer, o teu corpo
é a maresia diáfana que todas as noites mergulha nos meus braços, são de mil
cores as estrelas dos teus olhos, oiço-te sussurrar também, amo-te
depois, depois poisas a cabeça no meu peito,
silenciosamente distante das luzes da rua, e dormes dentro de mim.
(in, O farol)
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