A duna se veste de negro,
a cada gotícula de silêncio, é-lhe atribuído um número, na solidão de uma mão
De espada em punho,
depois de se erguer das mais profundas madrugadas, a primeira lágrima da
alvorada, dentro da duna, chove, e os gritos parecem sonâmbulas estrelas em
círculos de luz
Sobre a espuma do dia,
nada a dizer, apenas algumas parvoíces, que eu o estava a roubar, pois os dez
poemas que eu lhe vendia, não eram dez poemas, mas sim,
Oito, poemas
É o que diz aqui no
caderninho, gritava o palerma…
Não sabendo o imbecil,
que dez poemas de amor
Não ocupam no caderno, o
mesmo espaço, do dez poemas de dor
E às dezassete horas,
puxo de um cigarro e grito: foda-se.
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