é primavera nos teus seios, procuro neles, a minha boca semeada de silêncios
bebo deles, o poema
serpente, o sorriso de uma abelha, ou até
a voz,
a voz de uma semente
é primavera nos teus
seios, procuro neles a flor cardo de um olhar
e da minha boca faminta,
à janela de um barco
o rodopio destino, o
cansaço de uma lágrima
e também quase gente, a
primavera dos teus seios
sempre que debaixo do
chão, se deita
uma sanzala e uma mãe
olha seu filho…
ela, tão só, e tão
triste.
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