dispo-te, no sémen amanhecer de um olhar, no silêncio derrocar, de uma lágrima chorada
que também procura o mar,
que também escreve e enterra
o poema desvario, na
terra lavrada
que te dispo, que te toco
ao nascer do sol
que te beijo, que te
escrevo
e te dispo, no sorriso do
pôr-do-sol
que olho os teu seios, e
que os beijo
e que lhes bebo, a cicuta
dos teus lábios
que te dispo, escrevendo
na tua pele
a primeira primavera de
uma criança, o primeiro nevão
o primeiro desgosto de o
ser e de o mar, e o amar
um barco rabelo, tão
gasto, tão velho
como o cordel invisível
que me aprisiona ao último comboio…
enquanto te dispo.
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