22 julho 2025

a estrela manhã de uma sílaba

 

se o corpo o sente, e do meteoro da insónia é quase a chuva, sempre que o vento o deseja, do corpo, a flor de espuma à procura dos teus seios

 

nos teus olhos, a estrela manhã de uma sílaba, o corpo mingua entre silêncios e pequenas maresias, a montanha é uma flecha lançada pelo vento, e contra a nocturna inocência de uma palavra

 

o corpo morre na mão de uma espada.

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