que o seja, morrer
descendo após o suplício erguer de uma espada,
cravar a espada na
primeira nuvem que acordar, e esperar
que o rio rompa a noite
mergulhada na sinfonia flor de um coitado, o poeta quase água, dentro de um
copo…
que o seja, morrer no
silêncio de um olhar, que a morte traga a paz reflectida no espelho da noite
anterior, que morrer será feliz
acolhendo no corpo as
ervas rejeitadas pela aurora boreal de um beijo,
e se ergue da mão, a
espada, que traz a morte
e afugenta o alegre
cansaço de viver,
que o seja, seja apenas o
seu último morrer.