frio gelo na palavra
morte, que esconde, não ser e o ter desartilhado depois do almoço, ouve-se o
roncar das rodas dentadas
o chilrear dos baloiços,
a chuva é milenar, é sabedoria nos restos mortais da palavra,
morte
também morrem as
crianças, a fome miséria de uma dentada num pedacinho de pão
e ão
o ão de uma lágrima
esgrimindo confidências a uma cadeira quase concha, na areia milagre capaz de
resistir a mil dentadas do diabo
o rabo desaparece entre a
neblina de uma fotografia, é sempre sábado neste calendário enferrujado,
procurando o mecias, na argamassa, o aço, o aço entranha-se-lhe nos ossos,
e morre,
acreditando no destino…
em ser um parafuso de
pressão.