o teu corpo é uma seara
de espelhos,
é um poema envergonhado,
às vezes, triste
quando desce a ribeira
agarrado às últimas estrelas de um luar,
o teu corpo é espuma, é o
centeio amanhecer
o teu corpo é a luz, e é
o mar
mas o teu corpo também é
o prazer
no silêncio de um olhar