são fios de mel que aprisionam o teu silêncio, são as metáforas cânforas de uma manhã sem nome
são as árvores, meu amor,
que também nos prendem, e que nos sentem
e que têm fome
são as palavras, balas
disparadas contra o peito
de um luar
são as águas, são o
ventre de uma despedida anunciada
são o vento de além-mar
no aconchego de uma mulher
no silêncio do teu olhar.
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