05 junho 2025

no silêncio do teu olhar

são fios de mel que aprisionam o teu silêncio, são as metáforas cânforas de uma manhã sem nome

são as árvores, meu amor, que também nos prendem, e que nos sentem

e que têm fome

são as palavras, balas

disparadas contra o peito de um luar

são as águas, são o ventre de uma despedida anunciada

são o vento de além-mar

no aconchego de uma mulher

 

no silêncio do teu olhar.

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