a pedra sombra de uma aldeia, o calor infernal de um grito, que grita
e que chateia
que procura em cada rua,
a lua
que se senta, que se
levanta
e que imagina círculos de
luz
na primeira página do meu
livro
nunca teve um nome este
mestre sem nome, este pobre homem, que come
do nome sentir, erguer-se
entre lâminas difusas na penumbra
de uma mão
dois, depois
a pedra que é o sol, é o
pássaro inanimado, que desmaia
a cada pedra migalha, se
uma espada vier
que o traga, e que leve
daqui a caneta e todas as palavras
e que arda a aldeia, a
cada rua e que cada candeia se apague
como se vão apagar os
olhos do poeta
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