tantas as janelas que quero abrir no meu peito, as portas, tantas, e tantas as flores sob as árvores e tantos os olhares
alguns, sem jeito
e outros tantos mares,
tantas são as estrelas para acender
que a noite nos traga o
luar, e que diga à despedida, que vá
que vá, e que me deixe,
que vá
e que também me traga, do
outro lado do rio, uma ponte, ou uma jangada, uma mulher que sente frio, e que
precisa de ser abraçada, e também sente o delírio de uma palavra
sente as gentes que
palmilham a estrada…
tantas as janelas para
serem abertas em nossas madrugadas
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