Talvez seja o tempo, talvez
Depois, depois tínhamos no olhar as rimas de uma manhã,
Tão triste, tão só
Aquele livro sobre a mesa-de-cabeceira,
O cortinado enjoado, a janela
Quase mar depois do inverno.
Talvez seja o tempo, quem o sabe
Quando nas mãos de um sorriso, uma flor sobe até ao céu
Talvez seja o sol, enquanto o dia permanece quase destino
Depois era o vento,
Antes de ser menino,
Muito antes, muito antes de ser o tempo.
Talvez seja esta janela, a criança mimada
As tardes quase em água, quase em lágrima
Uma estrela em papel, quase relógio
Depois foi o mel, depois
Depois voltou a ser o tempo…
E nunca mais desejou ser o sol.
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