Se a água for gente, gente que sente o frio dormente da tua pele
Quase neve, quase
O mel dos teus lábios,
Se a água for rio, e a ponte o sorriso da tua voz, também ela em cio,
Se a água for a noite e o teu cabelo a lua de chocolate quase dia,
Na palavra quase sémen na boca do sol.
Se a água for o mar sereno das tuas mãos quando o fogo silêncio do poema é apenas e só
O só poeta das madrugadas que o vento leva para o teu corpo a geada manhã de uma espada,
Se a água for gente, que o seja apenas depois de se erguer a semente da terra lavrada, na palavra quase o teu olhar escondido na neblina menina de uma espingarda...
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