28 abril 2025

O veneno ausente que se exprime e se espreme, o dia que sente o regresso do outro ausente, que vive, que sempre viveu no corpo do poeta, no poeta que também ele sente, que também ele ausente,

Nunca acorda no jardim junto aos plátanos.

É remorso, será a gente descontente,

Que a flor do ausente, na mão do miserável e pedinte, esse mesmo, o poeta dormente, sólido e também às vezes, ele é o veneno,

É o incenso de uma anunciada despedida…


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