acorrento-me a este pedaço de voz, alguém a deixou sobre a minha secretária, durante a noite
através do medo, depois se o vento o quiser, também
o poderá ser, ou talvez nunca o venha a ser,
um beijo de porcelana
acorrento-me a este pedaço de sentir, quando já nada sinto
e sei que lá fora, muito longe daqui, muito também, ausente
a voz que ela também desenha, e sente
a cada manhã que se suicida,
nas lágrimas de uma flor
talvez seja amor, talvez seja
apenas uma lágrima, triste e cansada, uma lágrima chorada
na distância de uma mão, ou até
quando já é alvorada
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