16 abril 2025

Éramos os olhos vermelhos do mundo

Éramos os olhos vermelhos do mundo, depois fomos a lua, e

Caiu sobre a chuva o dia, do corpo de um desejo, o livro é um círculo quase mel,

Quando ontem era apenas uma recta...

Éramos o vento sentindo a noite nas pálpebras de uma espingarda, a lágrima,

Pedaço de luz,

Dói, o rio está quase pronto para o teu corpo, como se fosse um abraço na boca do sol.

Éramos os dois poemas pincelados de azul quando o fogo silêncio do céu, não tem nome,

Quando acorda a madrugada, diz alguma coisa, vagabundo, qualquer coisa quase sonhar com o olhar da chuva.

Se o éramos quase também uma fotografia no espelho de um olhar,

Éramos os dois peixes que a sonolência transformou em fogo, e

É lágrima páscoa na mão do poeta, Cristo ressuscitou ao quarto dia,

Porque ao terceiro dia,

Havia,

Greve no SNS.


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