Éramos os olhos vermelhos do mundo, depois fomos a lua, e
Caiu sobre a chuva o dia, do corpo de um desejo, o livro é um círculo quase mel,
Quando ontem era apenas uma recta...
Éramos o vento sentindo a noite nas pálpebras de uma espingarda, a lágrima,
Pedaço de luz,
Dói, o rio está quase pronto para o teu corpo, como se fosse um abraço na boca do sol.
Éramos os dois poemas pincelados de azul quando o fogo silêncio do céu, não tem nome,
Quando acorda a madrugada, diz alguma coisa, vagabundo, qualquer coisa quase sonhar com o olhar da chuva.
Se o éramos quase também uma fotografia no espelho de um olhar,
Éramos os dois peixes que a sonolência transformou em fogo, e
É lágrima páscoa na mão do poeta, Cristo ressuscitou ao quarto dia,
Porque ao terceiro dia,
Havia,
Greve no SNS.
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