14 março 2025

Se a tua mão me tocar quando o teu corpo em fogo se silencia no meu corpo também em fogo

Se a tua mão me tocar quando o teu corpo em fogo se silencia no meu corpo também em fogo, também ausente das lágrimas de ontem, 

Se o teu corpo está quase na cama vestida de luz, e das flores minhas mãos, as palavras que cravo nos teus lábios, sabendo que nos teus seios um rio brinca na mão de uma espingarda, 

Continuará o teu corpo em fogo, laminado em alegres camadas em desejo, 

E te toco, e te abraçar depois do mar e depois das tuas coxas serem a água e a noite, 


E serem o beijo, se se a tua mão me tocar enquanto durmo, enquanto voo sobre as primeiras flores do amanhecer, e cada olhar silêncio é o verbo e é uma pedra na mão do meu coração, 

Se a tua mão toca o meu sexo, quase poema, quase chuva, eu confesso, 

Que te abraço, que te escrevo no dia e a janela para o teu cabelo me olhar, certamente também lhe escrevo, 

Certamente, ontem, uma mão cheia de nada, e hoje 

Uma nada mão, cheia de tudo. 


Se a tua mão me tocar quando o teu corpo em fogo é uma jangada sobre o rio, é uma pedra lançada contra o vento, contra a gente e na mão do poeta, a lágrima de ontem, hoje 

O sorriso de uma palavra, 

Se a tua mão sem nome, me tocar quando o livro é um abraço apertado e feliz 

Na cama manhã da tua pele, 

Serei eu o beijo de luz quando o fogo silêncio do poema, renasce se vê o mar sereno das tuas palavras; 


Que me tocaste toda a santa noite, e quase não dei conta do teu toque, porque escrevo neste cansaço de há dois dias acartando livros, que cada um me diz alguma coisa, me fazem recordar lugares, e sorrisos de espuma em cada saco transportado, e ontem e 

Hoje... 


Acartei milhões de palavras, milhões de equações complexas, e no inferno, 

Deixei de adormecer, 

E espero pela noite, que a lua tua mão me toque e escreva nos meus lábios, 

Amo-te!


Sem comentários:

Enviar um comentário