Se a tua mão me tocar quando o teu corpo em fogo se silencia no meu corpo também em fogo, também ausente das lágrimas de ontem,
Se o teu corpo está quase na cama vestida de luz, e das flores minhas mãos, as palavras que cravo nos teus lábios, sabendo que nos teus seios um rio brinca na mão de uma espingarda,
Continuará o teu corpo em fogo, laminado em alegres camadas em desejo,
E te toco, e te abraçar depois do mar e depois das tuas coxas serem a água e a noite,
E serem o beijo, se se a tua mão me tocar enquanto durmo, enquanto voo sobre as primeiras flores do amanhecer, e cada olhar silêncio é o verbo e é uma pedra na mão do meu coração,
Se a tua mão toca o meu sexo, quase poema, quase chuva, eu confesso,
Que te abraço, que te escrevo no dia e a janela para o teu cabelo me olhar, certamente também lhe escrevo,
Certamente, ontem, uma mão cheia de nada, e hoje
Uma nada mão, cheia de tudo.
Se a tua mão me tocar quando o teu corpo em fogo é uma jangada sobre o rio, é uma pedra lançada contra o vento, contra a gente e na mão do poeta, a lágrima de ontem, hoje
O sorriso de uma palavra,
Se a tua mão sem nome, me tocar quando o livro é um abraço apertado e feliz
Na cama manhã da tua pele,
Serei eu o beijo de luz quando o fogo silêncio do poema, renasce se vê o mar sereno das tuas palavras;
Que me tocaste toda a santa noite, e quase não dei conta do teu toque, porque escrevo neste cansaço de há dois dias acartando livros, que cada um me diz alguma coisa, me fazem recordar lugares, e sorrisos de espuma em cada saco transportado, e ontem e
Hoje...
Acartei milhões de palavras, milhões de equações complexas, e no inferno,
Deixei de adormecer,
E espero pela noite, que a lua tua mão me toque e escreva nos meus lábios,
Amo-te!
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