se depois do silêncio eu vou semeando no teu corpo a geada manhã de uma hora patética no inferno chão de um desejo, não
e talvez seja preciso um número complexo para distribuir no teu olhar o meu corpo quase também palavra, quase também uma fotografia no espelho da chuva.
que o rio está quase cheio de luz, que esta luz é uma pedra lançada contra o vento, e se depois do silêncio o teu cabelo vestir-se de manhã quase janela, é apenas porque o poço está quase pronto para ser incinerado na mão do poeta. escrevo,
sonho com o olhar da desconhecida cinzenta tempestade que não é mais a tempestade, mas um orgasmo que nasce no teu sorriso e,
amanhã, depois das lágrimas, o sol poema voa sobre o mar dos teus seios.
talvez seja o rio um abraço amigo que não vai nascer nas pálpebras do dia, e
quase sentado no inferno, o poeta hoje saboreia a noite e o dia e a tarde e a tua mão na minha sombra, e talvez o rio esteja também ele,
refém da chuva...
se depois do silêncio eu vou semeando no teu corpo a geada manhã de,
uma língua de fogo na boca do sol. se depois do silêncio eu vou encontrar a lua de mel no teu coração, e é pássaro quase água e é também pássaro quase mar, mas
também ausente do poeta a caneta e a lágrima que hoje pertencem ao menos destino da terra...
e escrevo na maré do teu ventre amor o que significa para o rio correr para o mar,
depois da chuva,
sempre acordará a palavra na mão do poema.
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