sabia que era apenas um pássaro na mão do meu coração quase água quase também palavra quase também uma fotografia no meu corpo quase também livro,
quase sentado no inferno chão da chuva e mesmo assim, depois da noite, a tua voz quase espuma quase a cabeça de uma espingarda que disparava estrelas contra o vento.
sabia que era apenas uma recta tão fina como a geada e tão cheia de sono como a alvorada na boca do destino, e depois
diziam-me que não havia uma só noite de luz quando o livro era apenas um olhar sobre o arvoredo,
mas acordou a noite e o soldado também sabia que era apenas um olhar sobre a minha mão, e a pedra sentindo o peso do desconhecido vento que trazia um pouco de luz quando ele, sem saber porque escreviam as flores nos olhos da madrugada, o fogo silêncio do poema desce rio abaixo e morre juntamente com a serpente de vidro.
sabia que era apenas um pássaro na mão do meu coração quase água quase também,
a árvore alegria de sonhar no sorriso do poeta, e
talvez seja preciso um abraço apertado para que o rio seja o mais secreto olhar dos teus seios infinitamente escondidos numa sanzala noite de sono.
sabia que era apenas um pássaro vestido de círculo quase mel quase também palavra quase também,
luz.
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