a cidade é uma construção obsoleta de chuva que quase sempre está em frente ao espelho de um desejo fugaz e cinzento da terra,
há estrelas horas e lugares estranhos e estrelas manhãs de enxofre,
a cidade árvore que foi criança e hoje se ergue das lágrimas que foram tantas e que hoje,
são só pedaços que foram para o rio.
a cidade está cheia de luz quando o livro da tua voz acorda de um desejo quase sonho, quase também palavra na boca do inferno. a cidade hoje parece um abraço apertado que deus escreve na tua mão de maré em silêncio.
éramos a lua não autorizada e tão pouco mecanizada na escuridão de um olhar,
e de cada socalco uma pedra na fotografia do poeta, e descíamos
e
e depois de sentados ouvíamos o orvalho quase voz na pétala da tarde...
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