o teu corpo é um círculo quase mel na colmeia de luz que acorda em cada lugar, amanhecer quase que no teu olhar se a água é um disfarçado malmequer pincelado de encarnado desejo.
o teu corpo é uma vírgula na mão de um poema, é uma pedra na estrada depois das lágrimas, é o teu corpo
a árvore silêncio do sol, a palavra manhã quase janela para o rio, e,
e depois a luz que está quase também uma fotografia, do teu corpo
descendo às primaveras alvoradas que apenas os ponteiros de um velho relógio conseguem desenhar no arvoredo teu cabelo.
o teu corpo é um círculo quase mel, é o luar que está quase pronto para ser incinerado na mão de um lado dos quatro cantos da chuva.
o teu corpo é um rio de luz sobre a minha mão no esconderijo teu toque quando o meu corpo quase transparente se esconde também no teu transparente corpo, e eu fico tão criança no silêncio dos teus braços.
o teu corpo é um círculo quase mel, e
depois de quase uma abelha desenhar nos teus lábios...
o primeiro olhar do nosso acordar.
Sem comentários:
Enviar um comentário