quase sentado no inferno chão da chuva, quase também uma fotografia no espelho da casa,
quase sem cabeça e o soldado que fode ou não fode, e que da vida precisa de
luz, quase que a lua é uma delícia no açúcar matinal de um abraço,
e no corpo da terra a água saudade e que não tem nome, o fogo silêncio que
arde, e morre na boca da ausência.
a árvore que foi criança e hoje é uma janela encerrada, e feliz o poema e o
poeta, ambos poeira, pedra de calçada, espezinhado desenho se no desejo aço
acordar dos lábios da chuva,
uma outra estrela, no céu do cansaço,
quase sentado, quase abraço, quase tudo na palma da mão.
e depois do inferno, e depois do adeus, e que quase ninguém sabe porque escrevo
e respiro cada palavra e cada olhar silêncio na saliva da madrasta madrugada,
o fogo é deus que arde e que não é a lua, e que não é nada, a não ser
outra nova madrugada, quase que a sonolência de uma pedra sentada, sobre a
mesa, e depois do inferno adeus, a chuva cansada quase toda ela louca que
acredita na mão do poeta.
quase sentado no inferno chão da chuva, a fotografia é um disfarçado malmequer
pincelado de luz e heresias manhãs de enxofre que quase é morte, que quase é
também a chuva depois da noite,
e depois os meus lábios ficam aprisionados na mão melancólica da tempestade, da
terra brota a floresta quase molhada e quase pássaro e quase também palavra,
e a fotografia depois da noite e da chuva, é agora um punhado de cinzas em
busca do mar.
o oceano vestiu-se de casa, abriu todas as janelas e hoje o corpo é uma máquina
fotográfica que dispara silêncios a cada pedra lançada,
a cada madrugada a cada ferida espada espetada que procura o frio e o dia,
a cada nova alvorada...
quase sentado no inferno chão da chuva, depois de ser lareira é agora um pedaço
de luz,
e a tristeza é agora a alegria do sol poema que seduz a mãe mulher que me
beijou até morrer...
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