09 março 2025

um pouco mais de azul depois da chuva

um pouco mais de azul depois da chuva, e sobre a mesa a primavera clandestina que apenas o calendário nocturno consegue acreditar,

que há estrelas que apenas servem para arder no inferno.


se um corpo se suicida, se uma árvore constrói na alvorada silêncios de papel, se é um pouco mais de azul arrogante, distante do destino

quase uma lâmpada de néon descendo do corpo.


um pouco mais de mar, e depois da chuva fica a escura lágrima de cetim, a flor se veste de razão, os olhos são duas pedras negras como o fogo, depois da chuva

a outra palavra enterrada na quase manhã…


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