havia uma fotografia no espelho da chuva, havia um pássaro vestido de círculo quase mel, nos últimos dias de chuva, havia uma pedra na mão do mundo na mão do poeta, havia uma palavra também ausente também gente no inferno chão da sanzala, havia uma sala, quase vazia, quase também palavra quase também, amanhecer, quase dia.
havia um livro que não sabia a cor do silêncio, um livro fotografia, no espelho da chuva, um livro
havia uma palavra que não tinha nome, e havia uma lareira que já tinha o sono programado, a cada nova noite, a cada novo poeta enforcado,
havia uma espingarda de luz na mão do sol, havia um abraço na boca do inferno,
havia uma fotografia, no espelho da chuva,
e que hoje, é poesia
e amanhã não será mais inverno.
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