23 março 2025

acordas da mão com que te escrevo no silêncio da madrugada chuva de luz

(sonho-te)


acordas da mão com que te escrevo no silêncio da madrugada chuva de luz, 

olhas-me pincelado de desejo quase sonho quase também uma fotografia no espelho de um olhar, 

contorces-te nos meus braços quase espuma quase pássaro sobre o mar dos teus olhos, 

e a pedra sente o cheiro do vento quando o livro é apenas um olhar sobre a noite. 

e a noite sai do teu ventre corpo para o meu corpo quase também palavra, quase sémen palavra 

de uma outra palavra que brilha nos teus seios lábios. 

acordas da mão com que te escrevo no silêncio de um gemido teu fogo que não cessa de amar a lua. 

e é quase uma abelha que a sonolência transformou em casa, onde eu também acordo da mão com que acaricias o meu sexo.


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