18 fevereiro 2025

Um sítio sem juízo, menino sino Que toca e ele a morrer

Um sítio sem juízo, menino sino

Que toca e ele a morrer

Da igreja ao alvo, a bala contra o silêncio

Alguém atira uma pedra, é uma pedra atirada

Lançada contra o vinho do socalco, há uma janela

Outra janela

A porta semitonta, quase morta, quase que sobra depois do almoço

Ela desmaiou, a árvore sorri

A árvore vence o cansaço depois da madrugada

A escravidão das plantas e dos animais

Todos os escravos e todos os tolos

Parvos

Revoltam-se contra o tempo

O giz risca o tempo, o relógio, risca

O pulso do tempo

Todos somos primavera, gritavam os transeuntes da aldeia dos azeites

O azeite é bom

O corpo untado de palavras, a cismar na tarde do outro destino

O azeite é virgem e o virgem também destino, depois

A ponte sobre ao céu, mergulhado num rochedo

O jazigo sorri

Sorriam todos porque eles detestam sorrisos…


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