Um sítio sem juízo, menino sino
Que toca e ele a morrer
Da igreja ao alvo, a bala contra o silêncio
Alguém atira uma pedra, é uma pedra atirada
Lançada contra o vinho do socalco, há uma janela
Outra janela
A porta semitonta, quase morta, quase que sobra depois do almoço
Ela desmaiou, a árvore sorri
A árvore vence o cansaço depois da madrugada
A escravidão das plantas e dos animais
Todos os escravos e todos os tolos
Parvos
Revoltam-se contra o tempo
O giz risca o tempo, o relógio, risca
O pulso do tempo
Todos somos primavera, gritavam os transeuntes da aldeia dos azeites
O azeite é bom
O corpo untado de palavras, a cismar na tarde do outro destino
O azeite é virgem e o virgem também destino, depois
A ponte sobre ao céu, mergulhado num rochedo
O jazigo sorri
Sorriam todos porque eles detestam sorrisos…
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