são tantas as pedras atiradas, são tantos os sonhos desfeitos
e tantas são as madrugadas, e tantos são os meu defeitos
são tantas as montanhas a que tenho de subir, e tantos, tantos são os motivos para eu não sorrir, e desistir
tantas são as ribeiras e os rios que tenho de atravessar,
são tantas, meu amor, tantas são as sombras
que preciso de rasgar
são tão poucas, meu amor, as pedras onde me sentar
e mesmo assim, meu amor, ainda consigo me sentar
são tantos os ossos do meu corpo que deixaram de me ouvir,
e tantas as flores do meu jardim que deixaram de florir,
são tantas, meu amor, são tantas as pedras atiradas
e tantas são as cortinas rasgadas, e sofridas e vaiadas…
são tantas as nuvens desenhadas, e tantas as palavras
em cada pedra atirada
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