21 fevereiro 2025

Não te quero ver triste pai

Não te quero ver triste pai, não interessa quando vai acordar a primavera, se depois a lua o quiser, duas pedras lançadas contra o vento, enquanto isso

A quarta maré em silêncio, quase disto era a lua, mas depois

Acordou, fez-se flor

Amou,

Deserdou os seus descendentes, abriu a janela para o outro abismo, capaz de erguer-se no último guindaste do cais de desembarque, este barco pai

Não tem nome escrito nos lábios, e das estrelas

Afunda-se na terra cansada, a viagem sob o destino, cada numeração

Uma lápide sobre a cabeça, se da cabeça

Uma outra lua, numa outra tristeza, assim

Até o dia, e depois da noite

Assim,

Sentado na margem do rio, que se despede de ti, e de mim

Na outra lágrima da manhã…


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