As árvores, são o sorriso de um jardim. A Primavera é o silêncio do sorriso, do jardim. A lua é a paixão daqueles que sonham, e que estão
Sempre no chão.
A paixão é Deus, é a primeira lágrima da manhã, quando a última lágrima da noite
Já é um fio finíssimo de água
Em direcção ao mar.
O medo é a luz da candeia quando o vento invade o luar, transforma pequenas pétalas de rosa
Em noite,
E a noite é constante, e a noite é um inferno de estar vivo, de olhar a luz que são apenas electrões em movimento
Apenas.
O mar é uma planície de sonhos, de desilusões, quem nunca as teve
Que beba o primeiro cálice de vinho do porto. A saudade, às vezes, muitas vezes
Aprece e deita-se no meu colo. Incendeia-me as mãos, deixo de escrever, começo a chorar
E a saudade, é isto
Chorar.
Se eu tivesse um descendente, preocupava-me muito
Com a loucura deste planeta, somos governados por loucos.
Mas a saudade, será sempre a saudade.
Só tenho saudades dos meus pais. Há quem tenha saudades de uma mulher, saudades dos abraços de um homem,
Eu,
Apenas sinto saudades
Dos meus pais.
Às vezes quero ser o vento, o vento que derruba andaimes, o vento que faz tombar no chão
O sorriso de uma árvore.
O vento que brinca com o cabelo de uma mulher, o vento que baloiça as saias de uma mulher
Ao olhar de uma pequena sílaba de desejo.
Outras vezes, outras vezes
Quero ser um pássaro para voar
Sobre o mar.
Outras muitas vezes, quero ser o abismo derretido em pequenos quadradinhos, como se fosse um pedaço de chocolate
Depois,
Depois deitava-me no chão, fechava os olhos
E também tal como os pássaros
Voava. Voava sobre o mar.
As árvores, são o sorriso de um jardim. A Primavera é o silêncio do sorriso, do jardim. A lua é a paixão daqueles que sonham
E as crianças,
As crianças são o sorriso da lua…
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