em tuas mãos o silêncio
deseja, meu amor
socalco a socalco,
descendo até ao rio
a fome, o medo e o frio
a árvore que não
acordou, por falta de tempo
e o tempo
é tanto tempo
em comparação com um
corpo em flor
em tuas mãos, meu amor
a escuridão do dia, o
dia quase noite novamente
em tuas mãos o silêncio
deseja, meu amor
que tanta gente,
mente,
e finge que tem dor
em tuas mãos o cansaço
do luar, quase também noite quase também um pedacinho de mel
que sente,
sentir o negro olhar de
um sonho desfeito, quando o mar
é uma sílaba
envenenada, moribunda
morta de sede
em tuas mãos o silêncio
deseja, meu amor
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