07 fevereiro 2025

em tuas mãos o silêncio deseja, meu amor

em tuas mãos o silêncio deseja, meu amor

socalco a socalco, descendo até ao rio

a fome, o medo e o frio

a árvore que não acordou, por falta de tempo

e o tempo

é tanto tempo

em comparação com um corpo em flor

em tuas mãos, meu amor

a escuridão do dia, o dia quase noite novamente

em tuas mãos o silêncio deseja, meu amor

que tanta gente,

mente,

e finge que tem dor

em tuas mãos o cansaço do luar, quase também noite quase também um pedacinho de mel

que sente,

sentir o negro olhar de um sonho desfeito, quando o mar

é uma sílaba envenenada, moribunda

morta de sede

em tuas mãos o silêncio deseja, meu amor


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