É o ujo que desce o Tua na calcinada tarde quase noite
quase noite de insónia na cama acreditando que o rio está a correr para o dia anterior
outra janela outro menino que eu era
lápis de cor nas mãos de uma criança
O ujo é um pedaço de vidro na boca do sol
que aquece a floresta e talvez também seja um desenho desejar-te dentro deste rio
nos lábios deste rio silêncio
Ujo e Tua quando vagueiam na saliva do soldado que desertou da palavra escrita no húmus pedaço de sémen da chuva...
Na chuva palavra.
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