A tua mão quase toda uma noite no chão terra da chuva,
o que sobrou da minha sombra sanzala uma lâmpada escura, triste
ausente do sol e do silêncio como um livro que escrevo no planalto sorriso da lua,
a tua mão uma outra janela para o sótão onde tenho o meu destino escondido...
Do rio fogo o musseque é uma pedra de luz para o teu seio,
acariciá-lo na penúria do desconhecido vento quase dia quase também uma fotografia no espelho da casa.
A tua mão quase toda uma noite no chão terra da chuva, e a lareira encarregar-se-á do meu cigarro, se a tristeza não for uma coisa estranha como é o meu viver em deus gotinhas de sémen centeio no inferno.
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