É tão grande a lágrima-rochedo que se esconde nos olhos da montanha, é enorme este penedo
sob o silêncio de um grito; e mesmo que o poeta quisesse gritar, quase sem voz para que o ouvissem.
A montanha arde como se fosse uma seara de palavras na garganta do inaudível jardim,
das flores também lágrimas, também
pequenas línguas de fogo a brotarem dos poros do meu cansaço,
quase orgasmo literário, quase lendário
corredor sem portas, nas janelas o grito da montanha…
É tão grande a lágrima-rochedo desta montanha que a solidão aos poucos absorve lentamente na esquina de uma mão.
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