18 dezembro 2024

os plátanos azuis...

tenho o meu destino para a viagem descida ao verde dos plátanos que uma pequena pétala de néon ou quase morte deixa sobre a secretária uma pedra que seduz o sombreado silêncio. 

e se a tua voz quase espuma quase pássaro quase desejo descer a lua é porque o meu olhar é um abraço no coração da chuva. 

mas como posso dormir se a minha sombra vestida de primavera andorinha morreu na mão do poeta que terei de assassinar numa sanzala noite de uma qualquer noite?


e o meu destino é uma lâmpada destinada ao vento quase dia outra janela outro menino que está quase cheio de sono. 

também ausente destes momentos o meu corpo que toca no chão deitar-me quase terra ou quase morte... 

ou quase sem sorte. 


sorte? 

nunca percebi porque nasci quando o prazo da minha validade era de apenas trinta dias e ainda cá ando andando 

sorte? 


tenho o meu destino para a viagem descida ao verde dos plátanos azuis que o rio recusando beijar a lua não tem o nome da chuva, 

e agora chamam-me de tolo porque sou mesmo tolo em escutar o verde destino dos plátanos azuis...


Sem comentários:

Enviar um comentário