tenho o meu destino para a viagem descida ao verde dos plátanos que uma pequena pétala de néon ou quase morte deixa sobre a secretária uma pedra que seduz o sombreado silêncio.
e se a tua voz quase espuma quase pássaro quase desejo descer a lua é porque o meu olhar é um abraço no coração da chuva.
mas como posso dormir se a minha sombra vestida de primavera andorinha morreu na mão do poeta que terei de assassinar numa sanzala noite de uma qualquer noite?
e o meu destino é uma lâmpada destinada ao vento quase dia outra janela outro menino que está quase cheio de sono.
também ausente destes momentos o meu corpo que toca no chão deitar-me quase terra ou quase morte...
ou quase sem sorte.
sorte?
nunca percebi porque nasci quando o prazo da minha validade era de apenas trinta dias e ainda cá ando andando
sorte?
tenho o meu destino para a viagem descida ao verde dos plátanos azuis que o rio recusando beijar a lua não tem o nome da chuva,
e agora chamam-me de tolo porque sou mesmo tolo em escutar o verde destino dos plátanos azuis...
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