06 dezembro 2024

Traz o mar, amor, traz o mar de trazer quando de um abraço de sonhar o meu olhar deixará de sofrer

Traz o mar que não é preciso um relógio de sol para que o rio seja um desenho. 

Traz o mar dos teus olhos para adocicares a manhã quase geada quase nada se for possível eu tocar na tua voz. 


Traz o mar que eu serei também ausente pedra na mão do poeta, que terei lágrimas nas palavras do poema. 


Traz o mar, meu destino amor, traz o mar desse jardim onde escondes o teu cabelo da solidão nas horas, não sombra que leve na saliva do primeiro instante, as árvores estão em deus gotinhas de sémen centeio no inferno chão. 


Traz o mar, amor, traz o mar de trazer quando de um abraço de sonhar o meu olhar deixará de sofrer, te ler em cada silêncio que te escrevo, e sorrir sabendo que o teu corpo está quase a correr para o dia... 

E depois 

é ele o rio. 


Ele é poesia!


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