Traz o mar que não é preciso um relógio de sol para que o rio seja um desenho.
Traz o mar dos teus olhos para adocicares a manhã quase geada quase nada se for possível eu tocar na tua voz.
Traz o mar que eu serei também ausente pedra na mão do poeta, que terei lágrimas nas palavras do poema.
Traz o mar, meu destino amor, traz o mar desse jardim onde escondes o teu cabelo da solidão nas horas, não sombra que leve na saliva do primeiro instante, as árvores estão em deus gotinhas de sémen centeio no inferno chão.
Traz o mar, amor, traz o mar de trazer quando de um abraço de sonhar o meu olhar deixará de sofrer, te ler em cada silêncio que te escrevo, e sorrir sabendo que o teu corpo está quase a correr para o dia...
E depois
é ele o rio.
Ele é poesia!
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