O fumo da laranja amarga, razão e o meu olhar, distribuído
sobre uma calçada agronómica,
a arte do sol uma outra laranja, da lareira
o sítio infinito que inventa a madrugada.
Invisível o visível que eu serei também a noite, que eu serei também o mar,
que a vida é uma mentira também,
também ausente,
ausência do desconhecido vento quase em ti, pedaços de mim a minha sombra, o meu destino.
A primeira lágrima, da chuva se a água loira não me interessar capaz de me erguer do silêncio sol que apenas os teus lábios conseguem desenhar nos meus olhos.
O cansaço não cessa de acordar quando romper no tecto o medo, a tua voz em pedacinhos quase chuva quase estrela, luz.
O fumo da laranja amarga. São os pássaros os dias da sentença, são as árvores a sentença dos plátanos, são os plátanos os espiões do meu sofrer.
Em viver.
Em quase morrer.
São as luzes as luas do teu saber, são os teus olhos o sítio ideal para me esconder.
É o poema o ditado vermelho e todas estas janelas vestidas com olhos azuis...
Em quase o ser, serviço militar demente, o dr. Jivago, esse,
esse sofria junto a um rio escrevendo no teu seio e beijando a tua mão.
Em quase tudo apenas o que sobrou de uma pedra na mão do comboio...
(está oficialmente aberta a hipocrisia; e afins jantares)
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