30 novembro 2024

Hoje a tristeza nos olhos

Hoje a tristeza nos olhos de uma pintura, as asas nas páginas da memória, insensato mergulho, no escuro

a fúria amarga, a janela sem som, sem tristeza solar,

hoje a rasante ira da cor, do meu negro destino sempre que a ponte está infinitamente ausente dos pilares em aço, 


as crianças são sinceras, honestas

são alegria, sílaba hora capaz de erguer sobre o muro, a minha ordem, das lágrimas palavras,

as páginas,

na insónia.


Hoje a tristeza nos olhos sem mar, do mar leviano tendo sempre na mão a ausente quase nome de uma rua, que quase

desmaia, que quase ejacula sobre a areia…

O poema de não ser ou ter, uma lágrima praia.


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