Da terra a luz semeada no chão, deitar-me quase mar que não é bem o mar, que é uma espécie de mentira vestida de mar e que tem medo,
medo amar.
A casa vazia, que dorme na mão do comboio na procura de uma lágrima, e da espuma janela uma pedra de néon cansada de esperar pelo teu cabelo, que traz o mar e que levará o meu poema.
As águas e os animais semeados na plenitude deste papel, as árvores são os teus olhos que a manhã quase abraça, e da terra a luz do desconhecido vento que dorme no chão,
ouvem-se os muros da chuva, se das nuvens uma pedra, é porque o teu corpo me espera sob os plátanos e enquanto lês o poema,
eu beijo-te!
Sem comentários:
Enviar um comentário